segunda-feira, 31 de maio de 2010

Educadores em Crise

Temos acompanhado ultimamente algumas situações assustadoras de agressões de professores contra seus alunos. Casos que são abertamente divulgados pela mídia e que têm repercussão nacional e, ás vezes, internacional, como o último caso em que uma professora auxiliar agredia um aluno nos Estados Unidos, mas que a mídia preferiu ocultar essa informação, deixando a impressão que o caso ocorrera no Brasil.
O que está acontecendo com a educação? onde estão os valores essenciais que deveriam reger a existência de uma sociedade?
Não podemos deixar de lembrar que essas agressões têm uma razão de ser, apesar de não haver nada que justifique um ato de violência de uma ser humano contra o outro. recebemos informações massivas de violência entre alunos e alunos e alunos e professores, na sua maioria de escolas dos Estados Unidos da América, onde essaas agressões sempre acabam em chacinas. No Brasil o crescente aumento da violência tem paralelo com o crescimento do tráfico de armas e drogas, com a larga escala das ocorrências de corrupção e impunidades e, ao mesmo tempo, com criação de leis que tiram a autoridades daqueles que deveriam ser respeitados, dando autoridades e excesso de direitos àqueles que não tem maturidade para tê-los. Nesse caso falo do Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê punições a pais e/ou responsáveis em caso de suspeita de violência contra a criança, não havendo necessidade de testemunha, bastando para isso que o menor ou alguém faça uma denúncia para que o responsável seja punido. O mesmo acontece na escola, onde o aluno passou a ter todos os seus "direitos" protegidos por lei, inclusive o de não se submeter ao professor, não podendo ser punido por não executar tarefas de casa, não querer ir ao quadro, ou mesmo podendo se recusar a responder uma questão, sob o pretexto de "ter o direito de não responder". Onde fica a autoridade do professor que de uns tempo para cá teve esvaziado o seu direito de ensinar, substituído pelo utópico termo "mediar" ou "auxiliar na construção do conhecimento do aluno"? Esvaziando esses dois poderes, o da família e da escola, o que se espera da sociedade que esses alunos, pequenos tiranos, farão parte? Tenho certeza que algo precisa ser feito com urgência para mudar essa situação. Sei que nem responsáveis, nem professores, nem ninguém tem o direito de agredir alguém, mas alguém precisa olhar por essas classes (professores e responsáveis) que são constantemente agredidos, tendo seus direitos cassados e sendo punidos quando tentam fazer algo para melhor a formação do aluno. Eu sugiro a elaboração urgente de um EPRP - Estatuto dos Pais, Rsponsáveis e Professores, para definir-se o que pode e não pode em termo de criar e educar filhos e alunos.
Alex José de Souza
31/05/2010

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