segunda-feira, 18 de abril de 2011

BRASILIDADES A PARTE II - SIMONE TERRA

O texto abaixo é uma resposta ao texto que eu escrevi acima - chamado de BRASILIDADES À PARTE - Alex Souza

BRASILIDADES À PARTE - PARTE II

Também na condição de educadora e jornalista, preocupa-me a capacidade de criticidade de meus alunos e leitores, respectivamente. Mas nada me deixa tão temerosa do que quando leio ou ouço alguém dizendo que deseja salvar da alienação pessoas. Coisas do tipo

“Estufo o peito e tento esclarecer meus alunos e meus leitores, numa tentativa de descontaminar suas mentes e tirá-los do "transe hipnótico" a que eles têm sido submetidos” (Alex josé de Souza, professor)

amedrontam-me, pois soam demasiado pretensioso, pois partem do pressuposto que apenas um ponto de vista em relação a alguma questão é possível; que só um ser a quem a verdade fora revelada poderá salvar o resto da população da ignorância. Guardada as devidas proporções, postura semelhante apresentam-nos, diariamente, nos cultos religiosos.

Não vi, por mais que me esforçasse, nenhuma conotação antinacionalista na fala da personagem do Lázaro Ramos, na navela das nove. Até porque, não é afirmando que o Brasil é um ótimo lugar para se viver que se desenvolve apegos patrióticos. Nem vendo novela que se desenvolve consciência crítica.

Mas estou com Voltaire, ao defender o direito à livre expressão: “Posso não concordar com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo”.

Mas haja saco para tanta pretensão emancipatória!

Simone Terra, em transe hipnótico

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