quarta-feira, 13 de setembro de 2017




EDUCAÇÃO EM CRISE I

          Professores que não conseguem ensinar, alunos que não conseguem (ou não querem) aprender, queda nos índices de desempenho da educação regional e nacional, aumento dos números de evasão escolar, de alunos e de professores, adoecimento de professores, violência contra professores e funcionários das escolas....  O que está acontecendo com a educação?

           Quem é profissional do magistério tem acompanhado e vivido de perto a decadência e todos os campos da educação, principalmente no que se refere ao público alvo da educação, os alunos, que tem chegado às escolas sem a mínima noção do que eles estão indo fazer ali, pois não são preparados previamente pelos seus responsáveis para ir à escola e de como devem se comportar naquele ambiente, pelo contrário, muitos desses "responsáveis" usam o momento e o espaço da escola na vida de seus filhos como uma maneira de "ficar livres deles", relegando ao espaço de ensino a função de educar e de "criar" seus filhos e filhas.  Por isso não seria exagero dizer que a Crise na Educação só existe porque outra instituição muito maior fracassou e perdeu a sua função básica: A Família.

continua...  
           

quinta-feira, 20 de março de 2014

Página de Teste

SEGMENTOS

domingo, 28 de abril de 2013

Memória Seletiva e Aprendizagem

MEMÓRIA SELETIVA E APRENDIZAGEM.

Ando alguns dias preocupado com alguns alunos que não apresentam evoluções na aprendizagem, principalmente com aqueles que não se lembram no dia seguinte do que foi ensinado na última aula. Resolvi chamar esse estudo de Memória seletiva e a aprendizagem, mas poderia ter chamado de outro nome, “Memória Seletiva, Tecnologias e aprendizagem”, já que tenho observado a influência do uso massivo de equipamentos tecnológicos pela maioria dos alunos que apresentam essa dificuldade. Vamos tentar entender o que vem a ser “Memória Seletiva”: Esse termo foi primeiramente usado por Freud em 1899, não com esse nome, mas como “amnésia infantil” ou “amnésia da infância” para explicar o porquê de muitos adultos não se lembrarem de alguns eventos traumáticos de sua infância, principalmente aqueles que envolviam abusos ou outros traumas. Freud alegava que essa amnésia ou seleção do que lembrar era inconsciente, uma forma de proteger o indivíduo em sua formação, garantindo a sua normalidade através do bloqueio dessas lembranças ditas desagradáveis. Mas que conexão tem isso com a aprendizagem? Bem, eu não tenho como provar isso ainda, mas estou fazendo levantamentos sobre quanto tempo as crianças passam diante dos equipamentos eletrônicos, não apenas computadores, mas também vídeo games, IPods, IPads, Tablets dentre outros, mas já tenho observado, através de pesquisas, que a sociedade hoje, mais do que nunca, vive em busca do que dá prazer e do que é agradável, o corpo tende a produzir uma quantidade maior dos hormônios ligados ao prazer e ao bem estar (adrenalina, cortisol, dopamina, endorfinas e ocitocina), como hoje a maioria das crianças vive sem regras rígidas em seus lares, já que normalmente os pais os responsáveis estão muito ocupados cuidando de suas próprias vidas e por acreditar que dentro de casa seus filhos estão em segurança, não limitam o uso dos recursos tecnológicos por estes. O problema consiste no contato massivo com essas tecnologias, normalmente utilizada para o lazer, tais como: jogos, acessos a redes sociais e outros, o que quando largam é para satisfazer alguma outra necessidade fisiológica: comer, beber, dormir e etc. Esse contato, que quase sempre envolve 60% do dia útil faz que com as áreas de sinapses do cérebro acionadas sejam as que são ligadas ao prazer e ao bem estar, as áreas associadas aos compromissos, responsabilidades, limites e obrigações acabam sendo pouco utilizadas, como resultado disso, quando as crianças têm que ir à escola, não sentem o mesmo prazer e bem estar que estão “condicionadas” a experimentar, para elas o ambiente escolar é “chato”, “desagradável”, “cheio de regras e limites” que elas não foram acostumadas a experimentar. Como isso aciona a memória seletiva? Elas ficam na escola, mas suas mentes estão voltadas ao final da aula, quando voltarão para seus “brinquedinhos”, aquilo que é apresentado nas aulas não tem importância para elas, ela não tem consciência da importância do que é ensinado pela escola. Relato o que ocorre com as turmas que dou aulas, mesmo tentando fazer com que as aulas sejam o mais agradáveis possível, a primeira pergunta que fazem ao chegar à sala é: “hoje tem educação física?”, para eles as aulas de educação física são uma extensão do lazer, pois envolve correr, pular, jogar bolas, pular corda, sala de jogos, o que não acontece em sala de aula nas aulas formais de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, que são aulas que forçam o uso da memória de curta e longa permanência (áreas pouco usadas), que envolvem a aprendizagem, onde o foco no que é ensinado precisa ser mantido, daí a dificuldade. Como solução para esses desvios da aprendizagem a escola e os educadores precisam utilizar as tecnologias a favor da aprendizagem, trazê-las para as salas de aulas, transformá-las de oponentes a aliadas à aprendizagem do aluno. Hoje temos muitos jogos educativos que forçam o aluno a acionar os mecanismos de aprendizagem, basta pesquisar na internet, algumas são inclusive gratuitas. Um dos sites que eu recomendo o uso, caso sua escola tenha acesso à internet é o Alfabetização Online - http://alfabetizacaoonline.blogspot.com.br/ com vários jogos, dicas e passatempos que podem ser baixados ou usados na internet. Podemos também usar a Wikipédia para a elaboração de aulas online, páginas wiki para que os alunos possam de casa, escrever seus diários compartilhados, ótimo para trabalhos de casa e atividades de férias, o uso do facebook para um bate-papo direcionado pelo professor sobre um assunto da aula sendo ministrada é uma ótima pedida, além da criação de um BLOG da turma para atualização diária, em tempo real dos conteúdos estudados, onde o aluno poderá sempre voltar para tirar suas dúvidas. Existem estes e muitos outros recursos disponibilizados pelo MEC e pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro – http://www.educopedia.com.br/, com aulas e atividades prontas para facilitar a vida do professor. Acredito que a implantação dessas tecnologias e o uso de jogos em salas de aula, com os objetivos de ensinar, pode quebrar esses bloqueios inconscientes de nossos alunos.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

MORALIDADE JÁ

Uma enfermeira, um cachorro, redes sociais e revolta, muita revolta. Durante várias semanas fiquei observando o burburinho que se formou nas redes sociais e nas mídias nacionais; movimentos em defesa do direito à vida, revolta de pessoas cultas e expressões de terror e ódio, incluindo-se aí ameaças à integridade física da infeliz enfermeira que barbarizou um animal de estimação e, para azar dela, foi gravada pela vizinha do andar de cima, que além de a denunciar, postou o vídeo no Facebook. Pronto! parecia o fim do mundo, afinal o pobre animal não merecia aquele tratamento, algo desumano feito por alguém que tem a responsabilidade de zelar pelo bem estar de outros seres humanos. Comecei a refletir do porquê tanto movimento, tanta revolta e compreendi que isso não passava de uma válvula de escape para nós, brasileiros, que estamos cansados de ser tratados como aquele cachorro por políticos que se comportam como aquela enfermeira, afinal eles deveriam cuidar dos nossos interesses, mas não, cuidam dos próprios, e quando alguma classe se atreve a enfrentá-los, fazendo qualquer barulho, a resposta é a mesma dada à categoria dos bombeiros no começo de 2011 - bombas, tiros, agressões e prisões. Aliás eu nunca consegui entender porque a segurança pública (que deveria cuidar da segurança do público) é usada pelos governantes para reprimir manifestações, na sua maioria pacíficas, de categorias profissionais que têm sido tratadas como cachorros pelos mandantes deste país. Talvez seja a hora de iniciarmos uma campanha pelas redes sociais, não movimentos classistas ou oposicionistas, mas de esquecermos nossas diferenças ideológicas e partirmos para a reação. Seria interessante se os defensores dos interesses dos homossexuais, que levam milhões de pessoas às ruas, se unissem com os opositores deste movimento, unidos às categorias de professores, bombeiros, sem-tetos, sem-terra, saúde e defensores dos animais, que se manifestaram nas redes, proteção do meio ambiente... Imagine toda essa multidão unida em um movimento contra a CORRUPÇÃO e em defesa da MORALIDADE? Talvez fosse o primeiro passo para fazer o Brasil dar certo. Fica a dica...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Discurso de uma Guerreira

Professora Amanda Gurgel, do RN, fez um discurso objetivo e claro, falando um pouco de tudo o que nós professores temos vontade e falar para os secretários de Educação, Deputados, Ministros, Senadores, "Presidenta" da república e para a sociedade, que tem a coragem de criticar ou culpar os profissionais da educação pelo caos educacional implantado no Brasil.

PARABÉNS PELO DISCURSO. ASSINO EM BAIXO:

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Conheça o Analfabetismo

POR DENTRO DO ANALFABETISMO

Entenda os diferentes níveis de alfabetização:

ANALFABETISMO – Corresponde à condição dos que não conseguem realizar tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases – ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares (números de telefone, preços etc.);

ALFABETISMO RUDIMENTAR - Corresponde à capacidade de localizar uma informação explícita em textos curtos e familiares (como um anúncio ou pequena carta), ler e escrever números usuais e realizar operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias ou fazer medidas de comprimento usando a fita métrica;

ALFABETISMO BÁSICOAs pessoas classificadas neste nível podem ser consideradas funcionalmente alfabetizadas, pois já leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade. Mostram, no entanto, limitações quando as operações requeridas envolvem maior número de elementos, etapas ou relações;

ALFABETISMO PLENO (só 25% dos brasileiros!) - Classificadas neste nível estão as pessoas cujas habilidades não mais impõem restrições para compreender e interpretar textos em situações usuais: leem textos mais longos, analisando e relacionando suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Quanto à matemática, resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas de dupla entrada, mapas e gráficos.

Fonte: INAF 2009/Instituto Paulo Montenegro (população de 15 a 64 anos)